sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Bazar de Garagem

Aproveite para colocar seu acervo de figurinos e adereços no Bazar de Garagem realizado pelos grupos Cia Baitaclã & Trecos e Cacarecos

04 de Dezembro - das 10h às 16h

Figurinos . Adereços . Estandartes . Malas . Acessórios . Tecidos e muito mais

Preços variados à partir de R$1,00

Local: GARAGEM TEATRAL - Sede dos Grupos de Teatro

Rua Vieira de Almeida 32 - Ipíranga (prox ao metrô Santos-Imigrantes e ao Aquário de São Paulo)

O Núcleo de Treinamento de Palhaços da Cia Baitaclã apresenta cena de Palhaços de Garagem na 3ª Roda Artística PFPJ na sede dos Doutores da Alegria

3ª Roda Artística PFPJ de 2010
apresentação da cena "A BANDA"
26 de novembro às 19h
Local: Galpinho dos Doutores da Alegria
Rua Alves Guimarães 73 - Pinheiros
(11) 3061.5523
Entrada Franca

A presença cultural como fato gerador de mudança

A espectadora e estudante de pedagogia Janaina Melo, assistiu a apresentação do espetáculo "Anuário Imaginário" da Cia Baitaclã na periferia de São Bernardo do Campo e escreveu a respeito em seu blog.
Após assistir a apresentação que ocorreu no dia 07 de novembro no Jardim Calux, Janaina publicou:
"O fato é que as pessoas aos poucos foram chegando e participando desse descontraído dia de domingo, esta apresentação cultural é pouco ou nunca presenciado nas comunidades e quando surge passa despercebido pela população, pois não é comum e freqüente."
Leia o texto completo A presença cultural como fato gerador de mudança postado por Janaina em seu blog:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ANUÁRIO IMAGINÁRIO ABRE A 5ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS

5ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas

5 a 14 de Novembro de 2010
Apresentações gratuitas de 22 grupos de teatro de rua de todo Brasil.
Haverá um debate após cada apresentação.

Confira no link a programação completa:


PROGRAMAÇÃO DE NOVEMBRO DE
ANUÁRIO IMAGINÁRIO


06 de Novembro às 15h

5ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas - Rua Dr. Teodoro Baima - República, São Paulo


07 de Novembro às 10h30

São Bernardo do Campo - Rua Carlos Drommond de Andrade (Rua Larga) - Núcleo Habitacional Jardim Calux











FEITO NA RUA, E PARA TODOS QUE NELA ESTÃO!

A concepção do espetáculo "Anuário Imaginário" surgiu pelo acaso, e pode até se dizer, atendendo a pedidos do publico.
Com o sucesso de Baitaclã - Danças e Ritmos Brasileiros, festa que a Cia Baitaclã organizava mensalmente e que permitia que pessoas e grupos de diversas regiões pudessem se encontrar para tocarem e dançarem os ritmos populares, passamos a receber diversos convites para fazer a festa em outros lugares. Como não era viável levar uma festa do porte estrutural do Baitaclã à outros lugares, pensamos em como levar parte dele à outros públicos. Foi assim que surgiu o espetáculo teatral "Anuário Imaginário".
Após um ano de trabalho de mesa e de campo pesquisando alguns elementos da cultura popular brasileira, como os ritos e festejos, as danças e ritmos, o cancioneiro, locuções e oralidades, crenças, rezas, simpatias e superstições, figuras e personagens, cantigas e brincadeiras infantis, mitos, lendas e costumes, e considerando todo histórico da Cia Baitaclã no estudo das máscaras, do palhaço e do teatro de rua, criamos dois espetáculos, o drama infantil "Um Conto Nosso" sob a direção de Pedro Pires e o espetáculo de rua "Anuário Imaginário", com direção de Heraldo Firmino.
Observando nosso calendário folclórico, vimos uma ampla possibilidade de abordar tradições, muitas delas ainda fortemente presentes no cotidiano das pessoas, mesmo nas grandes cidades. Em "Anuário Imaginário" colocamos nossas experimentações de forma cronológica, passando por algumas das festas e celebrações coletivas e os costumes que as cercam. De forma interativa, o público vivencia festejos como o carnaval, o São João, o reisado e a festa do bumba-meu-boi, revivendo canções, costumes e paladares comuns a essas datas.
Percorrendo com esse espetáculo pelas mais diferentes regiões da cidade, notamos que um dos objetivos foi alcançado: a não classificação de um publico alvo. É de fato um espetáculo família, para toda ela. E se é feito na rua, é feito para todos que nela estão. Vemos crianças muitos pequenas gargalharem com os mamulengos e se deslumbrarem com o boi, adolescentes identificando a malícia de Ragonda, assim como os adultos que querem participar da simpatia pra Santo Antônio. Já os mais velhos se comovem com o momento lírico e respeitoso do Divino Espírito Santo, e que naturalmente fazem recortes de sua vida em diversos momentos da história.
É comum ter em toda apresentação ao menos uma senhora que acompanha todas as músicas do espetáculo, até mesmo as mais antigas e desconhecidas. O retorno do publico sobre o quanto a peça lhe trouxe as sensações da terra saudosa, da mãe distante, dos brinquedos da infância. Até mesmo os espectadores paulistanos identificam sua cultura popular dos paladares das festas juninas ou das cantigas de roda, e vão percebendo que não é preciso viajar até o nordeste do país pra se deparar com sua identidade cultural brasileira, pois ela reside em seu próprio quintal.
Mesmo sendo um espetáculo com algumas alusões religiosas, uma das principais referencias das festividades brasileiras, recebemos sempre o respeitoso elogio de pessoas dos mais diferentes credos, que compreendem que a expressão cultural está acima de uma posição ideológica ou espiritual.
Com um enredo simples, a história pode ser acompanhada pelo publico que fica do primeiro ao ultimo cortejo, ou pelo passante apressado da cidade, que só pode observar apenas uma cena. Tocamos, brincamos e jogamos com a rua e com aqueles que nos ajudam a fazer o espetáculo, que a cada dia ganha uma nova cara.
Toda a pesquisa da Cia Baitaclã só nos trouxe bagagem para criar um espetáculo simples, com o objetivo de encantar e divertir, aos espectadores que nos assistem e a nós, ativos espectadores desse imenso país.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PALHAÇOS SAEM DA GARAGEM E ENCONTRAM A CIDADE

O Núcleo de Treinamento de Palhaços da Cia Baitaclã quer compartilhar as experimentações criadas dentro da Garagem (galpão sede da Cia no bairro do Ipiranga) com quem mais interessa: o publico!
Além de apresentações em praças da cidade, os Palhaços de Garagem já apresentaram suas cenas em alguns eventos, como na Roda Artística da Formação de Palhaço para Jovens dos Doutores da Alegria.
Tudo muito informal, com cara de experimentação e com o mesmo espírito de quando saímos com o "picadeiro" no porta malas do carro a procura de uma praça e de uma troca verdadeira.

Veja abaixo as próximas paradas dessa trupe:


SHOW DE QUINTA - Cabaré de Variedades
apresentação da cena "O BRONZE"
14 de outubro às 21h
Local: TU - Mercado de Arte e Moda
Av Pedroso de Morais 793 - Pinheiros
Tel: (11) 3816.3100
Entrada: R$10,00 e R$5,00


"PALHAÇOS DE GARAGEM"
22 de outubro às 15h
Local: QUIXOTE - Espaço Comunitário de Cultura
Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 145 - Ipiranga
Tel: (11) 2272.1921
Entrada Franca

NA RUA DA AMARGURA... E DA DOÇURA

Em fevereiro desse ano a Cia Baitaclã criou seu Núcleo de Treinamento de Palhaço, após um histórico de 13 anos de montagens e pesquisa. Levando em consideração que a máscara do palhaço foi o ponto de partida de sua fundação, o Núcleo de Treinamento veio para focar no palhaço atrelado a outras linguagens fundamentais para a identidade da Cia Baitaclã, sendo elas a cultura popular, a música, o circo e o teatro de rua.
O Núcleo surge com um questionamento: temos propriedade do caminho de treinamento do ator dentro de suas necessidades para uma nova criação. Seja a partir da dramaturgia, do gesto ou simplesmente de um tema. Seja em um ensaio com um direcionamento autoral ou dentro de um processo colaborativo. Temos ciência das necessidades de continuidade da formação de um ator dentro de um processo. Mas e o palhaço? Como treinar essa figura que nem sempre terá uma dramaturgia como base ou nem mesmo estará inserido dentro de um espetáculo? Como desenvolver a autonomia do artista por trás da máscara que muitas vezes não terá a condução de um diretor? Como treinar sua criação sendo que ela se dá com o contato direto com o público?

Através dos treinamentos, surge cada vez mais a vontade de compartilhar com o publico nossas experimentações e criações. Discussões sobre a função do artista na sociedade foram inevitáveis, mas além disso, foi inevitável o desejo da troca real e imediata, levando a um publico verdadeiro um trabalho de qualidade estética e de entrega.

No primeiro ensaio de "A Vidente", uma das cenas criadas dentro do Núcleo, abrimos as portas de nosso pequeno galpão sede no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Durante o mesmo, tivemos a inesperada visita das crianças do bairro que passavam em frente ao galpão. Um primeiro ensaio, ainda de improviso de idéias, com a participação direta do publico, fazendo com que a cena tomasse um caminho completamente diferente. Com a necessidade latente de experimentar diretamente com o publico as ações que idealizavamos, em nosso quarto ensaio já estavamos na praça, e a criação se deu assim, na rua, para a rua. Voltamos à sede para ensaios e marcações técnicas, além da continuidade do treinamento circense e musical. Mas as criações de cena ocorriam na rua com o jogo que necessitava da participação direta do publico. Colocar nosso picadeiro (um grande tapete redondo) no porta-malas do carro e sair sem rumo até encontrar uma praça, com velhinhos jogando xadrez, adolescentes saindo do colégio e policiais bem receptivos, é nossa forma de "montar nosso espetáculo".

Pronto! Já cumprimos parte de nosso objetivo. Estar na rua, jogando, agindo e reagindo as pessoas que nos vêem, que nos recebe e porque não, que nos rechaça. Em cima dos erros e frustrações, e dos acertos que só o publico nos proporciona, e só a rua nos recepciona. A troca já está acontecendo. Esse objetivo nós já cumprimos. E a continuação dele é... não parar mais...